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Linhas Temáticas

Antropologia da Saúde

Coordenação: Maria Manuel Quintela e Mónica Saavedra

Apresentação

A linha temática Antropologia da Saúde é dedicada ao desenvolvimento de estudos antropológicos sobre a saúde, doença, corpo e sofrimento que contribuam para a compreensão dos processos relativos à doença, ao tratamento e ao cuidado, em termos de experiências, práticas e politicas. O atual contexto social português, assim como os mundiais, está a passar por profundas transformações sanitárias, ambientais e económicas com repercussões nas políticas públicas no campo da saúde. Estes problemas exacerbam a crise económica e consequente aumento da pobreza e vulnerabilidades de indivíduos e grupos. Novos perfis epidemiológicos têm surgido com o reaparecimento de doenças e o surgimento de novas doenças e vulnerabilidades. Por outro lado, a medicalização e a naturalização da doença associada ao envelhecimento, e o perfil demográfico da população portuguesa também vem trazer à luz a importância de investigar o papel das relações sociais na família na sociedade portuguesa. Novas práticas terapêuticas e relações também têm sido produzidas entre os sistemas de cuidados de saúde (formais e informais) e aqueles que buscam o alívio do sofrimento.

A linha temática é orientada particularmente para o desenvolvimento de actividades de pesquisa e divulgação dos resultados científicos, com potencial aplicabilidade na complexidade do campo da saúde e sua diversidade. A nível do debate antropológico, os objectivos principais são: a) desenvolver estudos antropológicos sobre a saúde em Portugal e noutros contextos, estabelecendo redes nacionais e internacionais de intercâmbio e produção científica; b) reflectir sobre as questões teórica-metodológicas que se colocam à pesquisa etnográfica no campo da saúde; c) explorar as relações entre saúde, biologia e cultura nas experiências de diferentes grupos sociais, examinando as interações entre risco, sofrimento e mal-estar por um lado, e, por outro lado fatores sociais como a pobreza, o racismo, o género, a migração, as políticas de saúde e a exclusão social; d) analisar os factores políticos e históricos que produzem, reproduzem e explicam as desigualdades em saúde; e) refletir sobre o cuidar em saúde.

Tencionamos, explorar as fronteiras da antropologia da saúde, alargando o debate à relação entre biologia, saúde e cultura com os sistemas médicos, numa perspectiva crítica de análise dos temas locais e globais. Esta linha temática tem como finalidade, por um lado, contribuir para os debates antropológicos mais alargados e, por outro lado, apoiar actividades de pesquisa e de investigação-acção em questões relativas à saúde. Serão disso exemplo questões como o envelhecimento, a cronicidade da doença, as doenças infeciosas, a maternidade, as práticas terapêuticas, a vacinação, o acesso e ‘gestão’ dos medicamentos e do cuidado em saúde. Para além disso pretende-se ainda promover o diálogo entre cientistas sociais, profissionais de saúde e investigadores das ciências da saúde com vista à formação e desenvolvimento de projectos de investigação conjuntos.

Podem integrar esta linha todosos membros CRIA dos quatro grupos de pesquisa, das linhas temáticas, dos laboratórios, estudantes, bem como de pesquisadores de outras instituições e profissionais do campo da saúde. Pretende-se deste modo: a) promover o debate e explorar sinergias com os grupos de investigação e outras linhas temáticas em torno das questões antropológicas transversais a estes; b) fomentar iniciativas, dando apoio a pesquisadores, estudantes e projetos de investigação, com a finalidade de promover o diálogo com profissionais de saúde e cientistas de ciências sociais e de ciências da saúde, para que a investigação possa ser relevante para as políticas de saúde e para o conhecimento da sociedade portuguesa.

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